quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sei lá


Sei lá. Vi e ouvi algumas coisas nos últimos tempos que me fizeram pensar muito, a respeito de diversas coisas. Me fizeram pensar sobre o que eu faço, e quem eu coloco na minha vida. Quem eu valorizo. Dificilmente nós valorizamos quem merece, quem deve ser valorizado. E eu não sou diferente, apesar de querer. As coisas não são tão simples e não escolhemos, infelizmente, quem gostamos. Me fizeram pensar em como (eu devo) mudar minha vida. Em como tirar o que não presta, o que me faz mal, e por mais que doa, colocar aquilo que me faz bem, que me traz felicidade, no lugar. Me mostraram que, as vezes, Deus nos dá não o que queremos, mas o que nos faz bem. E para podermos enxergar essas escolhas dEle, devemos passar por certas coisas, que quase sempre nos machucam, nos ferem. Mas que depois de nos afastarmos da situação, tomarmos uma posição de observador diante da nossa vida, podemos enxergar que tudo o que doeu, veio como aprendizado, e esse aprendizado te faz mais forte. E é o que sou hoje. Mais forte
E hoje eu tomo a decisão de tirar tudo de ruim na minha vida. Tirar tudo o que me faz mal. Quem se dispor a entrar nela, vai merecer estar nela. Cansei de sofrer e sentir por quem e por causa de quem não merece. Cansei. A partir de hoje eu vou limpar minha vida.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Aqui e Agora.


Tem coisas que nos deixam tão feliz em tão pouco tempo que é difícil, no dia seguinte, descobrirmos se foi mesmo verdade ou um sonho. Daí você passa a encontrar certos sinais de que tudo aconteceu mesmo. E isso te deixa extremamente feliz. Mas sempre tem alguma coisa pra se contrapor a tudo e te deixar pior. Um sonho que não foi realizado. Uma briga. Uma decepção. Seja por qualquer motivo, isso acaba com qualquer felicidade que tenha se instalado. Desanima, desespera. Tira toda a vontade de se fazer alguma coisa. Alguma cosia útil.
Para sonhos se tornarem realidade, para que se consiga o que mais se quer, é preciso correr atrás, com garra, com vontade. E fazer além do seu máximo para que aquilo se torne verdade. Mas quando esse sonho não se realiza, não por culpa sua, mas de fatores externos que você não tem como controlar, é frustrante. Você sabe que deu seu melhor, que tem capacidade, que tem vontade, e por causa de N fatores você não conseguiu o que quer. O que sonha.
E sempre tem um infeliz pra te deixar pior. Um ser que nunca vê que você não está bem. Que nunca vê o quanto você queria esse sonho. Que esse sonho deixasse de ser sonho. E o infeliz não esconde a felicidade por você não ter conseguido o que quer, e ainda consegue te deixar pior. Faz coisas que machucam, que ferem, e conseguem acabar com tudo. Com toda a vontade de ficar aqui. Com a única coisa que te prende nesse chão e não te impede de ir embora. Aqui e agora.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Tempos antigos, Antigos tempos.


Eu queria conseguir escrever mais aqui. Queria conseguir, de novo, por pra fora tudo o que me incomoda, tudo o que me sufoca. Mas simplesmente não consigo. Sem que, nem por que. Não sei se são pelos julgamentos indevidos, ou por serem coisas demasiado pessoais que não tenho coragem de postar. Já fiz e refiz esse mesmo texto, varias vezes, sem ter coragem de, ao menos, mostrar pra alguém.
Tenho que voltar a escrever algumas coisas, a me soltar. A sentir as palavras fluindo sem vergonha alguma. De postar o que penso, o que sinto, o que acho, sem medo do que dirão de mim. É o que eu sou.
Hoje eu sinto falta do que eu vivi durante quatro anos da minha vida. Dos meus amigos que sempre estiveram do meu lado. Do contato com pessoas que sempre conheci a fundo, e que me conheciam melhor que eu mesma. Que me entendem com apenas um olhar. Que sabem meu estado de humor sem que eu precise dizer uma letra sequer. Sinto falta do banheiro do colégio, que muitas vezes ouviu nossas reclamações, nossos choros, viu nossa união. Sinto falta de passar na porta dos terceiros anos, e só de me verem, elas já sabiam que eu precisava delas, e saiam de sala pra me fazer companhia. Sinto falta dos professores, em especial um certo professor de Filosofia, e uma certa professora de Química. Sinto falta da Edimara, do Paulo, do Jefferson, e de tantas outras pessoas que não sei nem por onde começar.
Sinto falta do apoio que sempre tive, independente de quando ou onde eu estava. Independente do meu estado de humor, do meu estado de espirito. Sinto falta de (me) entenderem. Sinto falta do cheiro de muita gente. Dos abraços que eu ganhava todos os dias de manha. Das pessoas reclamando da minha animação as 6:40 da matina. Das conversas na quadra debaixo de sol durante o intervalo. Das festas, da casa da Ninha, das risadas e idiotices que só nós sabemos. Dos nossos melôs, dos nossos montinhos, dos nossos vídeos. De TUDO.
Agradeço a Deus pelas pessoas que Ele pôs na minha vida nesses últimos tempos. Mas sei lá, às vezes sinto que daria o mundo pra poder ter as antigas pessoas, comigo de novo....

domingo, 20 de novembro de 2011

Arnaldo Jabor


Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como:"Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz! Arnaldo Jabor

Acho que não preciso completar com nada ... Jabor já diz tudo ..

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Leve ..


Sabe, a muito me convenci de algo que até um dado momento era um fato verdadeiro e incontestável. E não tinha santo que me fizesse pensar diferente. Até que um dia quebraram as minhas certezas e viraram minha vida de cabeça pra baixo.. Me mostraram que o que eu acreditava era coisa da minha cabeça , e que a realidade era bem diferente.  Me provaram o quanto eu crio verdades pra mim com o objetivo de me poupar sofrimento. O tanto que me convenço das coisas e torno aquilo verdade absoluta.
Não, nem sempre o que eu acho, o que eu quero que seja verdade, é, de fato, a realidade. As vezes as pessoas podem sim, ver as coisas diferentes, e acreditam que o que fazem é benéfico a todos. Mas não, nem sempre as cosias são assim. Dói mais pra uns que pra outros. Incomoda mais uns que outros. E temos que ter percepção para o que é melhor pra nós, e o que, de fato, é melhor pro outro. Hoje posso dizer que, embora não sempre enxergue o que é bom pros outros, sei ver o que me faz bem. O que realmente faz sentido. O que é certo. Aprendi a não contestar obras de Deus.  Ele nunca te tira nada se não for pôr algo melhor em seu caminho. E que talvez nem melhor seja, mas que te faça mais bem. Mais feliz. E, no dia que você souber ver essa graça, saberá reconhecer que, realmente, Ele não escreve nada errado. Pode não ser da forma que você quer. Mas com certeza será da forma que te fará bem. Que te trará mais felicidade. E você aprenderá a agradecer.
E hoje, eu aprendi a agradecer. Com certeza não foi nem é da forma que eu queria, mas com certeza é da forma que me faz feliz. Não que o passado não tenha feito. Mas o agora também faz. Cada época com sua forma de felicidade diferente, mas faz. Hoje eu agradeço a Deus por cada passo meu, guiado por Ele. E cada caminho daqui pra frente. Hoje me sinto leve ...
Leve ...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sou eu


Tente me convencer de que não devo pular no rio. Tente me convencer de que não devo morrer de frio. Tente me convencer de que não devo fazer o que quero. Tente me convencer de que não devo gostar de quem gosto. Ou apenas, tente me convencer.
Sou alguém extremamente teimosa. Difícil de se deixar levar. Não mudo de opinião facilmente. Porem isso não quer dizer que eu não seja um pouco altruísta. Sim. Cedo pra quem merece, faço esforço pra quem retribui. Sou geniosa e tenho minhas verdades. Não tente contrapô-las. Ou, se for fazê-lo, tenha argumentos pra falar e paciência pra ouvir.
Acredito no que digo. Posso estar errada, e assumirei meu erro. Mas terá que me provar que o que penso não é correto.
Ultimamente pessoas têm me dito mais o que fazer, do que eu gostaria. Eu vou fazer o que quiser, e o que julgar correto. O que achar que é melhor pra mim. Se conseguir me mostrar que estou errada, ok, mudarei de opinião. Mas até lá, farei o que julgo melhor pra mim, pra minha vida, pro meu futuro. E não é você, nem ninguém, que me impedirá.
Porque quem sabe da minha vida, sou eu.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Isenção


Saudade ...
Saudade de nadar naquela lagoa com isopor, e encher a superfície de bolinhas. Saudade de brincar no munho até os pulmões encherem de poeira, e ter que ser levada pro hospital com sinusite. Saudade da bisa brigando porque era tarde e eu estava descalça. Saudade do cheiro de broa assando. Saudade de ficar observando o pão com leite o dia todo, só pra ver os micos comendo. Saudade do medo de cavalos. Saudade do cheiro do vô. Do barulho dos chinelos arrastando de manha. Da ida ao centro da cidade. Dos natais, da casa cheia, das risadas. Saudade da correria do pega-pega.  Dos tios brigando porque "a bola irá quebrar o vidro". Saudade das pescarias, acampamentos e aventuras com o pai. Saudade das conversas e brincadeiras com a mãe. Saudade de idas à clausura. Saudade do "buraco negro". Saudade da quarta série. Saudade do sítio da tia, e do pão de queijo do tio. Do "cheirinho de cheetos". Saudade da oitava série. Da pepiiiiita. Das brincadeiras que só nós entendemos. Do quarteto. Saudade do primeiro ano. Dos nematelmintos e seus melôs. Do “******* beem grande”. Do ventilador. Das vaquinhas. Saudade das noites frias em Mariana. Do Festival de Inverno. Saudade do terceiro ano. De cada momento, cada risada, cada composição musical, cada brincadeira. Saudade do JISA. Saudade das férias, da praia, do cheiro de maresia. Saudade de tanta coisa ....

Saudade. Sentimento normal que ninguém está isento de sentir....



Nin-guém.



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