O ódio e a raiva sempre passam. E quando passam, nós vemos o quanto falamos, o quanto fizemos e acontecemos. Percebemos o quão prolixos fomos. Mas não me importo. A raiva e o ódio passaram por mim e não tenho vergonha de assumir isso. Sim, senti, sofri e chorei. Tive ódio, raiva, pânico e desespero. Mas como a alegria ou a tristeza, são sentimentos passageiros.
Agora, de cabeça limpa, ou pelo menos com a poeira baixa, a neblina que me cegava já não me atinge mais. Agora consigo ver claramente a hipocrisia nas minhas falas, as promessas não cumpridas feitas. Mas não pense que me arrependo de qualquer uma delas. Porque não. Sei de tudo o que fiz, quero fazer e disse. Não sou melhor ou pior por qualquer fala.
A diferença é que agora eu enxergo tudo mais claramente. Sei o que farei e o que não farei. Sei o que ME magoaria, e o que me deixaria feliz. O ódio, ócio do ser humano, neblina da visão, vício da humanidade, já não habita mais em mim. Agora pouco nós nos despedimos. E ele disse que voltaria, sim, iria voltar. Mas não nessa situação. E eu me despedi dele felizmente.
E agora que ele se foi, eu deixarei a tristeza se hospedar por algum tempo. E após isso, a felicidade volta. Tudo o que eu sempre quis pra mim voltarão. E tudo o que eu passei, não será nada, senão aprendizado. A raiva será aprendizado, o sofrimento também, e com certeza, a tequila também.
Escrevo agora, meu ultimo post do mês (assim espero). Procurei me acalmar, concentrar minhas idéias em um único ponto, e escrever mais claramente. A coerência não combina com o desespero. Por isso estou de volta, para pedir desculpas às companheiras do banheiro, por qualquer coisa. E agradecê-las por isso. E dizer que, embora bem eu não esteja, eu voltarei, melhor que nunca. E vocês estarão do meu lado.
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