Eu realmente não gosto quando as coisas estão bem e calmas. Sempre, quando elas resolvem ficar péssimas, elas resolvem ficar todas juntas. Sim, como se tivessem vontade própria. Como se ditassem seu próprio caminho, como se decidissem onde e quando virar meu mundo de cabeça pra baixo.
Quando tudo resolve ficar bem, quando todos os problemas se resolvem, quando estou bem comigo mesma, quando a faculdade está ótima, quando as pessoas a minha voltam estão bem, e estão bem comigo, tudo muda.
Pode alguém (sobre)viver a algo assim? Tudo o que ela acredita, tudo em que ela tem segurança, todo o amor que ela conheceu, resolve se esvair sem pedir licença. Resolve simplesmente ir embora, sem maiores explicações. E ela fica lá. Perdida. Se perguntando para onde foram todos.
Nada parece querer voltar ao normal. Ela tenta, ela procura formas de fazer as pessoas se lembrarem do sentimento passado, dos bons tempos juntos, de como sempre foram felizes. Mas não. Nada parece querer ouvir. Nada responde. Por mais que você tente, seus atos parecem não chegar nelas. É como se você gritasse, do lado fora de uma bolha. Como se você precisasse de alguma coisa de algum deficiente auditivo distante: é inútil.
Ela tenta. Até que um dia ela cansa. Cansa de ver o quão inútil são seus esforços frente a sentimentos que não sãos seus. Ela tenta explicar, implora para ser ouvida. Mas como diz o ditado: “você pode gritar o quanto quiser, mas não pode obrigar ninguém a te ouvir.” E ela desiste. Entrega tudo o que ela acredita “à Deus dará”. Resolve deixar que as pessoas percebam seus erros (?) e façam o que acharem melhor. Afinal, ela cansou de se humilhar, de implorar para ser ouvida, de conversas e brigas que parecem, por fim, não fazer sentido algum.
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