domingo, 8 de maio de 2011

Idiota.

Conversando com um amigo agora a noite pelo msn, eu escrevi uma frase. “sabe, é isso que temos que fazer: a nossa parte”. E eu vi a veracidade dessas palavras. O sentido delas. Percebi que é realmente o que importa. Se não deu certo, se você não tirou aquela nota esperada, paciência. Pelo menos você fez a sua parte.
E aqui, escutando Jorge e Mateus, conversando com este amigo, após falar essa frase eu percebi o quanto ela serve pra mim. O quanto ela me descreve e o quanto eu falo, pra todos que quero bem, coisas que eu não sigo, apesar de saber estarem certas.
Sabe, eu faço a minha parte. Em tudo na minha vida. Na minha família, nos meus estudos, nos meus relacionamentos, nos meus objetivos. Eu tento, tento e tento.  Não tenho limite. Não paro enquanto não consigo. Não canso enquanto não vejo resultado. E isso é bom. E é péssimo.
Isso é bom pois quase sempre me da resultado, e a sensação, no fim, de conseguir aquilo que sempre se almejou é indescritível.  É bom porque você não descansa enquanto aquilo está pronto. Isso é eficiência, isso é perseverança, isso é insistência. Mas é péssimo. Sim. Sabe por que!? Porque quase ninguém faz o mesmo que você. Você se vê tentando, se esforçando pra algo dar certo e de repente olha pro lado. O que você vê? Um ser sem animo sentado no sofá comendo rufles, e “coçando o saco”. E o que você faz?! Tem vontade de matar.
E desiste.
Desiste não porque você não tem insistência nem objetivos. Desiste porque não vê retorno. Porque a única coisa que vê é alguém pela qual você se esforça, e que não se esforça por você. Porque vê tudo o que você planejou, tudo o que sempre sonhou, indo por agua a baixo simplesmente porque pessoas não conseguem abrir mão do próprio umbigo. Que pensam somente nela. E em seguida o quem vem? Raiva. Dela? Não. De você. Porque você foi o idiota que abriu mão de tudo por alguém que talvez se ache importante de mais pra fazer alguma coisa. Ou que se acomodou em você, já que você fazia esforços por todos.
E eu cansei. Agora vou cuidar de mim. Fazer minha parte pra tudo o que for pra mim. Afinal, trabalhos em grupo não são mão única. É ajuda e retorno. Ida e vinda. Pergunta e resposta. Chega de fazer tudo por todos e não receber nada em troca. Chega de me matar por causas perdidas.
Mas ainda assim estarei aqui se precisar. E por quê? Porque de novo, eu sou idiota.

Um comentário:

  1. Tem que determinar um limite para si: até que ponto eu posso abrir mão de mim em função do outro? E quem tem que dar esse limite, somos nós mesmos!
    Tenha certeza: Você não é idiota quando é altruísta. Isso te torna ainda mais sábia!
    Tô contigo dé!
    Beijos

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