Eu constantemente preciso de um farol pra me iluminar.
Iluminar minha cabeça, minhas decisões, me lembrar de ser paciente, de ter calma. De pensar antes de falar, de falar o que realmente é relevante. Iluminar minha vida, meu caminho.
Em tempos escuros como os esses, falta-me uma luz, sequer. Quanto mais um farol. Em tempos de incertezas, de intempéries, falta sempre aquela pessoa, coisa ou lembrança para lhe dizer que nem tudo é o fim do mundo. Nem tudo é o que parece, e (quase) sempre tem solução. Dizer que sempre irão te magoar, te fazer chorar, te fazer rir, te divertir. Nada é exatamente como desejamos, e talvez seja essa, a graça de tudo.
Não saber o que acontecerá a seguir te faz buscar algo, te faz ir atrás de como (você) quer que seja “daqui pra frente”. Te instiga, te desafia. E este é a graça da vida: o Desafio. A dificuldade de ter aquilo que mais se quer te faz ir em frente, te faz ter vontade de gritar ao mundo que eles estão errados, e que você irá provar isto. Te (co)move, norteia, rodeia, enlouquece.
O desafio. O que move o homem. O que move o mundo.
Sempre dizem que você só quer até conseguir. Pelo simples fato de ser desafiador.
Concordo. E discordo. Os exatos motivos pro trás disso realmente não importam agora. Mas é fato que quando é difícil, é instigante, é atraente. Você tenta apenas pra provar pra si mesmo (e algumas vezes para os outros) que você consegue. Que você é capaz. E por isso eu julgo o desafio tão importante. É o que te faz seguir seus sonhos, seus desejos.
Mas pra mim, nada disso é suficiente sem o meu farol. Sem algo pra me dizer que vale a pena, que não devo desistir agora e que dará certo ao final. Sem o brilho de todos os dias, comigo, me acalmando.
É por isso que eu amo tanto o brilho e a paz da lua.
Porque a lua, a lua é o meu farol.
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