sábado, 2 de outubro de 2010

Jogar tudo pro alto

Eu ia hoje, escrever mais um dos meus textos sobre como aprendemos na vida. Como nossos erros e acerto nos ensinam e como cada um leva pra si o conhecimento que quer.
Mas ai, eu li um trecho da musica do Gabriel (pensador) que falava: “nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte.” E eu resolvi escrever sobre força.
Nesses últimos tempos, eu senti minha força se esvair. Eu não tinha força para comer, para estudar, para falar, para nada. Achei realmente que não teria força por muito tempo, para fazer mais nada. Mas um belo dia eu acordei e olhei por espelho. Vi alguém com olheiras, que não tinha dormido bem, e que precisava reagir. Nesse momento, eu decidi por levar minha vida a serio e pra frente. Independente de quais circunstancias eu estivesse.
Resolvi que eu teria força. Que eu a tiraria de onde eu tivesse, ou não tivesse. Não deixaria nada mais me abalar. Seria feliz. Curtiria meus últimos meses com meus amigos. Estudaria como nunca para realizar meus sonhos.
Confesso que não foi fácil. Nem a parte de conseguir a força de volta, nem a parte do “não deixar nada abalar”. Mas eu consegui. Estou, aos poucos, voltando a ser a Débora de sempre. Não é fácil, lógico. Mas com o tempo a gente consegue.
A força de vontade agora tem norteado minha vida. Não conseguiria nada sem ela. Não conseguiria metade do que eu consegui, e muito menos o que eu estou conseguindo agora. Confesso que sempre tem aquele sentimento de querer chutar o balde, mandar todo mundo a m*****, e jogar tudo pro alto. Desistir de tudo. De você, de mim, deles, da escola, da faculdade, de tudo. 
Mas e ai, qual seria a graça? O que eu contaria pros meus netos?

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