Sabe, por muito tempo eu não passava um feriado tão bom. Não fiz nada em especial, apenas pra casa da tia, ficar com meus anjinhos, rir dos meus tios bêbados, rever a família. Mas foi tão gratificante. Ver aquelas carinhas felizes, brincar de rolar no chão com eles. Me sentir perto de quem me quer bem.
Cheguei, portanto, à conclusão de que não preciso de nada mais para ser feliz. Não preciso de muitas pessoas. Apenas as pessoas certas. Preciso da minha família e dos meus amigos. E SÓ. Não preciso de muitas pessoas a minha volta. Não preciso de muitos colegas. Não preciso de você.
A muito tempo não me sentia tão leve. Leve por ter, finalmente, acertado minha vida, por não ter mais duvidas do que fazer ou não. Leve por ver que existem, sim, pessoas que gostam muito de mim. Leve por estar nova. Estar feliz. Leve ainda mais, por ver que, realmente, não dependo de você. Que a muito a minha felicidade já não se condiciona à sua pessoa. Que eu preciso de muito menos para estar bem. E que você não precisa, necessariamente, estar no meio dessas pessoas.
Estou bem, principalmente, por não guardar magoa, rancor, ou raiva sua. Não, não guardo, por mais estranho que pareça. Pelo contrario, lhe desejo tudo de melhor que o mundo possa te dar. Desejo toda felicidade possível, porque é o que eu serei daqui pra frente. FELIZ. Sem precisar de você, nem de ninguém. Minha indiferença a tudo isso agora diminuiu potencialmente a dor que me atingia. Ver que não dependo de você, que não dependo de nós para melhorar, que tenho pessoas do meu lado pra tudo o que eu precisar, enfim, que não estou sozinha, me passa uma tranqüilidade enorme. E ser feliz é a única coisa que me interessa agora.
Como diz minha amiga Clarice, “Não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito”.
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