segunda-feira, 6 de junho de 2011

E fim.

Hoje, lendo o blog de uma amiga, percebi que o sentimento, que a opinião do momento, entre nós, é igual. Ambas estamos com um bloqueio pra escrever aqui. Talvez sejam as criticas em demasiado. Talvez sejam os sentimentos querendo ficar mais quietinhos dentro de nós. Talvez sejam as pessoas que nunca entendem a profundidade do que aqui é escrito. Não entendem que isso é o que nós somos, é o que acreditamos, é nossa opinião, mas acima de tudo é o que sentimos. Não entendem que tal vez seja essa, a única forma de nos aliviarmos de nós mesmas. Ou que talvez só sejamos pessoas criticas de mais com o mundo, que expressam suas indignações por aqui. Mas que nem sempre são alfinetadas pra outros.
Não. Escrevemos aqui porque somos texto, somos palavra, somos sílabas e também letras. Escrevemos porque é como conseguimos ser nós mesmas. Escrevemos porque é a coisa que sabemos fazer, e fazer bem. Escrevemos porque é o nosso amor.
Escrevemos às vezes, direcionado a alguém, ou a todo mundo. Escrevemos direcionado a nós mesmas. Ou simplesmente escrevemos.
Mas o que não é justo, é deixarmos de sermos nós, por pessoas medíocres que não entendem o poder disso tudo. O poder que escrever tem. Largar mão da coisa que mais amamos pelo simples fato de serem pequenos de mais para aceitar que o mundo não gira em torno deles.
Não. Não vou deixar que me impeçam dessa forma. Que me façam bloquear toda a criatividade, toda a coragem de escrever coisas aqui. Chega de deixar de viver pelos outros. Se não quer ouvir o que eu escrevo, não leia. E se discorda do que escrevo, guarde pra você.



E fim.

domingo, 8 de maio de 2011

Idiota.

Conversando com um amigo agora a noite pelo msn, eu escrevi uma frase. “sabe, é isso que temos que fazer: a nossa parte”. E eu vi a veracidade dessas palavras. O sentido delas. Percebi que é realmente o que importa. Se não deu certo, se você não tirou aquela nota esperada, paciência. Pelo menos você fez a sua parte.
E aqui, escutando Jorge e Mateus, conversando com este amigo, após falar essa frase eu percebi o quanto ela serve pra mim. O quanto ela me descreve e o quanto eu falo, pra todos que quero bem, coisas que eu não sigo, apesar de saber estarem certas.
Sabe, eu faço a minha parte. Em tudo na minha vida. Na minha família, nos meus estudos, nos meus relacionamentos, nos meus objetivos. Eu tento, tento e tento.  Não tenho limite. Não paro enquanto não consigo. Não canso enquanto não vejo resultado. E isso é bom. E é péssimo.
Isso é bom pois quase sempre me da resultado, e a sensação, no fim, de conseguir aquilo que sempre se almejou é indescritível.  É bom porque você não descansa enquanto aquilo está pronto. Isso é eficiência, isso é perseverança, isso é insistência. Mas é péssimo. Sim. Sabe por que!? Porque quase ninguém faz o mesmo que você. Você se vê tentando, se esforçando pra algo dar certo e de repente olha pro lado. O que você vê? Um ser sem animo sentado no sofá comendo rufles, e “coçando o saco”. E o que você faz?! Tem vontade de matar.
E desiste.
Desiste não porque você não tem insistência nem objetivos. Desiste porque não vê retorno. Porque a única coisa que vê é alguém pela qual você se esforça, e que não se esforça por você. Porque vê tudo o que você planejou, tudo o que sempre sonhou, indo por agua a baixo simplesmente porque pessoas não conseguem abrir mão do próprio umbigo. Que pensam somente nela. E em seguida o quem vem? Raiva. Dela? Não. De você. Porque você foi o idiota que abriu mão de tudo por alguém que talvez se ache importante de mais pra fazer alguma coisa. Ou que se acomodou em você, já que você fazia esforços por todos.
E eu cansei. Agora vou cuidar de mim. Fazer minha parte pra tudo o que for pra mim. Afinal, trabalhos em grupo não são mão única. É ajuda e retorno. Ida e vinda. Pergunta e resposta. Chega de fazer tudo por todos e não receber nada em troca. Chega de me matar por causas perdidas.
Mas ainda assim estarei aqui se precisar. E por quê? Porque de novo, eu sou idiota.

sábado, 16 de abril de 2011

Dá um jeito.

Todos insistem em procurar desculpas pros erros dos outros. Calma, claro que nem sempre é assim. Não pra todos os erros. Mas quando a pessoa que erra é quem você gosta, é com quem você quer estar, arrumamos sempre mil desculpas pra justificar seus erros. Em alguns casos, culpamos a nós mesmos para não termos que admitir (e, em algumas vezes, tomar maiores providencias) que tal pessoa errou.
Isso sim eu chamaria de erro. Sim, é um erro. As pessoas erram sim, sem querer, mas ninguém faz a mesma coisa cem vezes sem saber o que está fazendo. Alguém pode esquecer, ou estar ocupado de mais para te ligar em uma noite, mas ninguém o faz dia sim e dia não sem saber o que está fazendo. Alguém pode pisar no seu pé sem ver, mas ninguém o faz toda vez que te vê sem ter a intenção. Alguém pode não te procurar uma vez, mas ninguém faz isso sempre.
É o que sempre dizem: “o interessado é que dá um jeito.”
Sim, são eles. Por exemplo, você está com uma dor de dente horrível. Você não vai ficar sentado no sofá da sua casa esperando seu dentista te ligar e te perguntar se você está com dor de dente. Não. Você, que está interessado, é que vai atrás do seu dentista. E essa teoria vale para médicos, faxineiras, amigos e até situações cotidianas como táxi ou ônibus. E tal teoria, com certeza, funciona para homens.
Não. Ele não vai te procurar se ele não estiver interessado. Vocês ficaram, você ligou uma vez. Ótimo. Deixe que ele faça o resto. Você já mostrou pra ele que se interessa. Agora deixe ele fazer a parte dele. Seu namorado sumiu, quase não te liga, você já ligou e mandou mensagem? Ótimo, agora deixe que ele faça o seu papel, e te procure.
Lembre-se sempre que “quem não dá assistência abre espaço pra concorrência” (e como diria uma amiga minha: perde a preferência.). Portanto, se ele não te procura, se ele parece não estar nem ai pra você, largue ele pra lá, e vá curtir a sua vida. Sempre há uma concorrência, mesmo que não se mostre. E se você achar que não há, junte um grupo de amigas e saia. Mas saia para se divertir, e não com a intenção de achar um grande amor. Ria, fale besteira, seja você. Curta o que você tem de melhor. O que a vida tem de melhor pra você. E não se esqueça, sempre o interessado dá um jeito.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

'

Eu realmente não gosto quando as coisas estão bem e calmas. Sempre, quando elas resolvem ficar péssimas, elas resolvem ficar todas juntas. Sim, como se tivessem vontade própria. Como se ditassem seu próprio caminho, como se decidissem onde e quando virar meu mundo de cabeça pra baixo.
Quando tudo resolve ficar bem, quando todos os problemas se resolvem, quando estou bem comigo mesma, quando a faculdade está ótima, quando as pessoas a minha voltam estão bem, e estão bem comigo, tudo muda.
Pode alguém (sobre)viver a algo assim? Tudo o que ela acredita, tudo em que ela tem segurança, todo o amor que ela conheceu, resolve se esvair sem pedir licença. Resolve simplesmente ir embora, sem maiores explicações. E ela fica lá. Perdida. Se perguntando para onde foram todos.
Nada parece querer voltar ao normal. Ela tenta, ela procura formas de fazer as pessoas se lembrarem do sentimento passado, dos bons tempos juntos, de como sempre foram felizes. Mas não. Nada parece querer ouvir. Nada responde. Por mais que você tente, seus atos parecem não chegar nelas. É como se você gritasse, do lado fora de uma bolha. Como se você precisasse de alguma coisa de algum deficiente auditivo distante: é inútil.
Ela tenta. Até que um dia ela cansa. Cansa de ver o quão inútil são seus esforços frente a sentimentos que não sãos seus. Ela tenta explicar, implora para ser ouvida. Mas como diz o ditado: “você pode gritar o quanto quiser, mas não pode obrigar ninguém a te ouvir.” E ela desiste. Entrega tudo o que ela acredita “à Deus dará”. Resolve deixar que as pessoas percebam seus erros (?) e façam o que acharem melhor. Afinal, ela cansou de se humilhar, de implorar para ser ouvida, de conversas e brigas que parecem, por fim, não fazer sentido algum.

domingo, 3 de abril de 2011

É ...


Nem sempre nós acordamos bem, nem sempre queremos falar com alguém, nem sempre queremos ser vistos.. Nem sempre queremos ouvir, falar, ver e sair. Às vezes só queremos ficar sozinhos... Ou talvez gostaríamos apenas de ouvir uma voz. De escutar uma frase, de ver um sorriso. De sentir um abraço. E como não o fazemos, todo o nosso dia fica bagunçado. Todo o nosso bom humor se esvai. Tudo o que planejamos simplesmente desaparece.... É.. Talvez seja esse o meu problema...


É ... talvez ....

Take it from here

Caboré 2008

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar. Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia, descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim, deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de “amigo”. Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, o amor é uma filosofia de vida. Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente. Aprendi que de nada serve ser luz, se não iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas... Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade. E, desde aquele dia, já não durmo para descansar. Simplesmente durmo para sonhar.

Plataforma da campanha Walt Disney – Caboré 2008