quarta-feira, 3 de agosto de 2011

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" Quando algo de que goste acabar, lembre-se de que as folhas do outono não caem porque querem, mas porque é chegada a hora." 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A chamada calma

Ao que parece, meu inferno astral veio e foi embora fora do tempo. Durou muito mais do que devia, e me atormentou muito mais do que o esperado. Agora, todo o estresse e nervosismo já vieram e já se foram. Hoje a calma reina, embora não o tempo todo.
Ou talvez ele ainda esteja aqui, e o que passou seja apenas reflexo dos últimos acontecimentos. É, pode ser. Certas coisas, embora não tão aparente, te desestruturam por dentro de uma forma que nem você mesmo entende. Tudo o que você acredita, todos os seus planos, tudo o que sempre quis são destruídos em momentos, segundos, palavras. O norte que sempre teve em sua vida vira sul, vira leste e oeste ao mesmo tempo. E você se perde.
O que fazer, o que querer, em que(m) arriscar? Não sei. Não sei. Não sei. E é isso que passa pela sua cabeça: duvidas sem respostas. Nada mais parece normal, nada mais parece ter sentido. E você se pergunta: por que?
E de novo: eu não sei !
Mas talvez tantas duvidas geram um vazio que resulta em calma. Como você não sabe de nada, você não se preocupa com isso. A cabeça que antes era cheia, hoje custa a se ocupar. E você deve estar pensando: que péssimo!
Sim, é péssimo. É incômodo. É acostumável.
É, talvez não seja tão ruim assim...


E hoje, a calma me atinge ....

quinta-feira, 14 de julho de 2011

E ela me lembra você.

Eu constantemente preciso de um farol pra me iluminar.
Iluminar minha cabeça, minhas decisões, me lembrar de ser paciente, de ter calma. De pensar antes de falar, de falar o que realmente é relevante. Iluminar minha vida, meu caminho.
Em tempos escuros como os esses, falta-me uma luz, sequer. Quanto mais um farol. Em tempos de incertezas, de intempéries, falta sempre aquela pessoa, coisa ou lembrança para lhe dizer que nem tudo é o fim do mundo. Nem tudo é o que parece, e (quase) sempre tem solução. Dizer que sempre irão te magoar, te fazer chorar, te fazer rir, te divertir. Nada é exatamente como desejamos, e talvez seja essa, a graça de tudo.
Não saber o que acontecerá a seguir te faz buscar algo, te faz ir atrás de como (você) quer que seja “daqui pra frente”. Te instiga, te desafia. E este é a graça da vida: o Desafio. A dificuldade de ter aquilo que mais se quer te faz ir em frente, te faz ter vontade de gritar ao mundo que eles estão errados, e que você irá provar isto. Te (co)move, norteia, rodeia, enlouquece.
O desafio. O que move o homem. O que move o mundo.
Sempre dizem que você só quer até conseguir. Pelo simples fato de ser desafiador.
Concordo. E discordo. Os exatos motivos pro trás disso realmente não importam agora. Mas é fato que quando é difícil, é instigante, é atraente. Você tenta apenas pra provar pra si mesmo (e algumas vezes para os outros) que você consegue. Que você é capaz. E por isso eu julgo o desafio tão importante. É o que te faz seguir seus sonhos, seus desejos.
Mas pra mim, nada disso é suficiente sem o meu farol. Sem algo pra me dizer que vale a pena, que não devo desistir agora e que dará certo ao final. Sem o brilho de todos os dias, comigo, me acalmando.
É por isso que eu amo tanto o brilho e a paz da lua.
Porque a lua, a lua é o meu farol.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ou não as pronuncie

“Para ter lábios atraentes, diga palavras doces. Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas. Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos. Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar a mão neles pelo menos uma vez ao dia. Para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho. Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, vividas, resgatadas e redimidas. Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final de seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, outra para ajudar o próximo. A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como ela penteia o cabelo. A beleza de uma mulher DEVE ser vista em seus olhos, porque esta é a porta do seu coração, onde o amor reside.”

Audrey Hepburn

Aprendi que devemos dar o melhor de nós mesmo em tudo o que fazemos. Dar o melhor nos estudos, nas tentativas de realizações, aos amigos, à família, e a todo e qualquer momento que passamos. Dar tudo de nós e valorizarmos isso. Valorizar o momento, as pessoas, mas acima de tudo, valorizar o que fazemos. E o valor que isso tem.
Não deixe que lhe digam que faz errado, que faz de mais, que faz de menos. É o que você pode fazer. Pode fazer mais? Então faça. Faça senão por você, pelas pessoas. Ao menos para que não possam reclamar depois. De o melhor de si. Tente, canse e tente de novo. Pule, caia e pule de novo. Nunca deixe de fazer. De tentar. De realizar.
Grandes mulheres nem sempre são as mais bonitas, a mais talentosas ou as mais populares. São as mais persistentes, que não se deixam abalar por qualquer coisa. Que por mais que a vida lhe mostre a droga que é, ela vê o lado bom da vida. Por mais que lhe digam que está errada, ela muda todo o contesto e prova que está certa. É difícil? Muito. Mas tente.
Aprendi que nunca irão dar o devido valor a nada que faça, fale, ou se esforce. Sempre vão achar que pode mais e que o que faz é pouco. Não lhe dê ouvidos. Você sabe os seus limites e, ao alcançá-los, pare e reflita se deve continuar. Se vale a pena.
Mas, o que aprendi mesmo, foi a calar-me. Calar-me quando as palavras já não expressam o que quero dizer. Calar-me quando expressam em demasio. Calar-me quando acho que devo, e quando acho que não devo. Sinto. Mas não expresso. Não vale a pena. Quando as palavras significam de mais, não devem ser pronunciadas por poderem possuir varias interpretações. Quando significam de menos, não devem ser pronunciadas por serem vazias de mais.
Como diz a Audrey, para ter lábios atraentes, diga palavras doces. E como eu acrescentaria: ou não as pronuncie.

sábado, 2 de julho de 2011

Consideração

Tem coisas que magoam. E magoam muito mais do que palavras. Não precisam ser atitudes endereçadas a alguém. São apenas coisas que você faz, talvez pra você, que magoam mais que qualquer outra atitude ou palavra. São coisas que você apaga da sua vida, que você resolve passar por cima, que você acha que será melhor assim, e você não sabe o quanto magoam outras pessoas. As vezes é aquele papelzinho que você recebe e depois joga fora, que era, por intenção, pra você se lembrar, mas você não vai. É aquela frase, aquela musica que era pra ter prestado atenção, pois tinha algum significado, e você não prestou.
Infelizmente tem pessoas que percebem mais, e outras menos. E quase sempre a pessoa que se importa com essas coisinhas pequenas é a que mais sofre. Eu sempre fui assim, de mandar bilhetinhos, frasesinhas, musiquinhas, uma flor, uma pedra, com a intenção de sempre que olharem pra tal, lembrarem de mim. Sempre que lerem tal coisa, lembrem de mim.
Mas infelizmente temos que aceitar que nem todos agem como você. Nem todos se importam com as pequenas coisas, as pequenas lembranças. E como eu vou fazer pra isso parar de me afetar?! Parar de mandar, parar de esperar que você guarde. Parar de esperar a mesma consideração que eu tenho com o que recebo. Nem todos são iguais a mim, e tenho que aprender a aceitar tal fato. Como já disse mil vezes.
Mas as vezes, era só o que eu queria. Consideração.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E fim.

Hoje, lendo o blog de uma amiga, percebi que o sentimento, que a opinião do momento, entre nós, é igual. Ambas estamos com um bloqueio pra escrever aqui. Talvez sejam as criticas em demasiado. Talvez sejam os sentimentos querendo ficar mais quietinhos dentro de nós. Talvez sejam as pessoas que nunca entendem a profundidade do que aqui é escrito. Não entendem que isso é o que nós somos, é o que acreditamos, é nossa opinião, mas acima de tudo é o que sentimos. Não entendem que tal vez seja essa, a única forma de nos aliviarmos de nós mesmas. Ou que talvez só sejamos pessoas criticas de mais com o mundo, que expressam suas indignações por aqui. Mas que nem sempre são alfinetadas pra outros.
Não. Escrevemos aqui porque somos texto, somos palavra, somos sílabas e também letras. Escrevemos porque é como conseguimos ser nós mesmas. Escrevemos porque é a coisa que sabemos fazer, e fazer bem. Escrevemos porque é o nosso amor.
Escrevemos às vezes, direcionado a alguém, ou a todo mundo. Escrevemos direcionado a nós mesmas. Ou simplesmente escrevemos.
Mas o que não é justo, é deixarmos de sermos nós, por pessoas medíocres que não entendem o poder disso tudo. O poder que escrever tem. Largar mão da coisa que mais amamos pelo simples fato de serem pequenos de mais para aceitar que o mundo não gira em torno deles.
Não. Não vou deixar que me impeçam dessa forma. Que me façam bloquear toda a criatividade, toda a coragem de escrever coisas aqui. Chega de deixar de viver pelos outros. Se não quer ouvir o que eu escrevo, não leia. E se discorda do que escrevo, guarde pra você.



E fim.

domingo, 8 de maio de 2011

Idiota.

Conversando com um amigo agora a noite pelo msn, eu escrevi uma frase. “sabe, é isso que temos que fazer: a nossa parte”. E eu vi a veracidade dessas palavras. O sentido delas. Percebi que é realmente o que importa. Se não deu certo, se você não tirou aquela nota esperada, paciência. Pelo menos você fez a sua parte.
E aqui, escutando Jorge e Mateus, conversando com este amigo, após falar essa frase eu percebi o quanto ela serve pra mim. O quanto ela me descreve e o quanto eu falo, pra todos que quero bem, coisas que eu não sigo, apesar de saber estarem certas.
Sabe, eu faço a minha parte. Em tudo na minha vida. Na minha família, nos meus estudos, nos meus relacionamentos, nos meus objetivos. Eu tento, tento e tento.  Não tenho limite. Não paro enquanto não consigo. Não canso enquanto não vejo resultado. E isso é bom. E é péssimo.
Isso é bom pois quase sempre me da resultado, e a sensação, no fim, de conseguir aquilo que sempre se almejou é indescritível.  É bom porque você não descansa enquanto aquilo está pronto. Isso é eficiência, isso é perseverança, isso é insistência. Mas é péssimo. Sim. Sabe por que!? Porque quase ninguém faz o mesmo que você. Você se vê tentando, se esforçando pra algo dar certo e de repente olha pro lado. O que você vê? Um ser sem animo sentado no sofá comendo rufles, e “coçando o saco”. E o que você faz?! Tem vontade de matar.
E desiste.
Desiste não porque você não tem insistência nem objetivos. Desiste porque não vê retorno. Porque a única coisa que vê é alguém pela qual você se esforça, e que não se esforça por você. Porque vê tudo o que você planejou, tudo o que sempre sonhou, indo por agua a baixo simplesmente porque pessoas não conseguem abrir mão do próprio umbigo. Que pensam somente nela. E em seguida o quem vem? Raiva. Dela? Não. De você. Porque você foi o idiota que abriu mão de tudo por alguém que talvez se ache importante de mais pra fazer alguma coisa. Ou que se acomodou em você, já que você fazia esforços por todos.
E eu cansei. Agora vou cuidar de mim. Fazer minha parte pra tudo o que for pra mim. Afinal, trabalhos em grupo não são mão única. É ajuda e retorno. Ida e vinda. Pergunta e resposta. Chega de fazer tudo por todos e não receber nada em troca. Chega de me matar por causas perdidas.
Mas ainda assim estarei aqui se precisar. E por quê? Porque de novo, eu sou idiota.